61 cursos da pós-graduação agregam quase 5 mil estudantes

Nos últimos três anos, a Unifesp investiu os seus esforços no crescimento das demais áreas do conhecimento, além da Saúde, que emergiram com a expansão iniciada em 2006. Como resultado, a Unifesp atingiu a marca de 61 cursos de pós-graduação, entre mestrado acadêmico, profissional e doutorado, todos recomendados pela Capes, sendo 20% deles com notas 6 ou 7 (excelentes), 20% com nota 5 (muito bons), 33% com nota 4 (bons) e 27% (todos cursos novos) com nota 3. Em 2015, 4.793 alunos se matricularam nesses programas. A instituição também aderiu aos mestrados profissionais em rede.

Maria Lucia Formigoni, pró-reitora de Pós-Graduação e Pesquisa, destaca a atuação da Unifesp no Fórum de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação (Foprop). “Começamos a participar de uma maneira tão ativa que, após o primeiro ano de gestão, fui eleita coordenadora da Região Sudeste do Foprop e, no ano seguinte, vice-coordenadora do segmento de todas as federais, posição que ocupo atualmente”. A pró-reitora foi convidada pela Fapesp a integrar o grupo de trabalho que redigiu o Plano Diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo, com vigência de 2016 a 2020.

A Unifesp também firmou uma parceria com as federais paulistas (UFABC e Ufscar) para o desenvolvimento de projetos de pesquisas interinstitucionais, compartilhamento de equipamentos e ações relativas às políticas universitárias. Além disso, a gestão ampliou a organização do Escritório de Apoio ao Pesquisador (EAP/Unifesp), adquirindo softwares para análise estatística disponibilizados para docentes e TAEs, assim como auxiliando na captação de recursos e resolução de demandas burocráticas.

Em 2015, foi criada na página da PROPGPq uma aba específica destinada aos equipamentos multiusuários, congregando informações obtidas a partir de um censo dos equipamentos de médio e grande porte, realizado em parceria com as câmaras de pós-graduação das unidades universitárias. O local inclui dados sobre a política institucional relacionados ao uso desses equipamentos. Por meio do site, o pesquisador pode cadastrar e localizar aparelhos. “Já existiam alguns laboratórios multiusuários, mas nós incentivamos o investimento nos projetos institucionais, em especial os patrocinados pela Finep, para os quais é possível solicitar verbas de grande vulto, e que todos tivessem obrigatoriamente esse caráter”, afirma Formigoni.

Foto da sala prioritária da PROPGPq com alunos estudando

Em parceria com a Reitoria e com as câmaras de pós-graduação, a PROPGPq elegeu sete áreas prioritárias que gerarão projetos temáticos institucionais: Oncologia (Pesquisa Básica e Clínica); Longevidade; Humanidades - Estudos do Período Pós-colonial e Educação; Violência, Drogas e Outros Problemas Urbanos; Alimentos e Segurança Alimentar; Energia, Clima e Água; Metabolismo, Inflamação e Doenças Negligenciadas.

A gestão atual também deu maior autonomia às câmaras de pós-graduação dos campi. Para apoiar ;descentralização, os coordenadores das câmaras se reúnem mensalmente com os responsáveis pelas quatro coordenadorias da PROPGPq (a de Pós-graduação, a de Pesquisa, a de Cientometria e Gestão da Informação e a de Programas e Projetos Internacionais). “Esses encontros ajudam a agilizar e melhorar os processos administrativos e a divulgação da informação que vem do conselho”, pondera a pró-reitora.

Em relação ao orçamento da Reserva Técnica Institucional (RTI/Fapesp), desde a concessão relativa a 2015, a utilização de 70% dos recursos é proposta pelas câmaras, enquanto a PROPGPq gerencia os outros 30%. A pró-reitoria também gerenciou o uso e realizou prestação de contas de 100% das verbas que foram aprovadas para os anos de 2012 (relativa a 2011) e 2013 (relativa a 2012). “Estamos concluindo o uso da verba de 2014 (relativa a 2013) e já empenhamos quase metade da verba de 2015 (relativa a 2014)”, completa.

Entre os investimentos feitos por meio RTI/Fapesp, a PROPGPq adquiriu os sistemas Pergamon, voltado para o repositório institucional, que armazena e permite acesso à produção intelectual da Unifesp, e o Somos, que vai permitir avanço da Cientometria, viabilizando o desenvolvimento de mais indicadores da produção acadêmica institucional, aumentando a visibilidade de produção e conhecimento, além do software Statistica, que possui um conjunto de ferramentas para análises estatísticas, gestão e visualização de base de dados.

 

 

entrementes 14 2016  Sumário do número 14

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