Perfil Antonio Candido - complemento

Professor Antonio Candido

Principais títulos acadêmicos

  • 1944 – Livre-docente em Literatura Brasileira – FFCL-USP
  • 1954 – Doutor em Ciências Sociais – FFCL-USP
  • 1964-1966 – Professor-associado da Universidade de Paris
  • 1968 – Professor-visitante da Universidade de Yale
  • 1974 – Professor titular de Teoria Literária – FFLCH-USP
  • 1984 – Professor emérito da USP
  • 1987 – Professor honoris causa da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
  • 1988 – Professor emérito da Faculdade de Ciências e Letras de Assis (Unesp)
  • 2005 – Doutor honoris causa da Universidade Estadual Paulista (Unesp)
  • 2006 – Professor honoris causa da Universidade da República do Uruguai

Principais prêmios

  • 1960 – Prêmio Jabuti - Categoria: História Literária - Livro: Formação da Literatura Brasileira 
  • 1965 – Prêmio Jabuti - Categoria: Poesia - Livro: Os Parceiros do Rio Bonito
  • 1966 – Prêmios Jabuti - Categoria: Personalidade Literária do Ano/ Categoria: Estudos Literários (Ensaios) - Livro: Literatura e Sociedade 
  • 1978 – Prêmio Jabuti - Categoria: Personalidade Literária do Ano
  • 1993 – Prêmio Jabuti - Categoria: Estudos Literários (Ensaios) - Livro: Brigada Ligeira e Outros Escritos 
  • 1993 – Prêmio Machado de Assis - Academia Brasileira de Letras
  • 1994 – Prêmio Jabuti - Categoria: Estudos Literários (Ensaios) - Livro: O Discurso e a Cidade
  • 1996 – Prêmio Anísio Teixeira - Capes/ MEC
  • 1998 – Prêmio Camões de Literatura
  • 2000 – Prêmio Jabuti - Categoria: Amigo do Livro
  • 2005 – Prêmio Internacional Alfonso Reyes
  • 2007 – Prêmio Intelectual do Ano - Troféu Juca Pato - União Brasileira de Escritores

Principais obras publicadas (1ªs edições)

  • Brigada Ligeira. Livraria Martins Editora, [1945].
  • Introdução ao método crítico de Sílvio Romero. Revista dos Tribunais, 1945 [tese de livre-docência].
  • Os parceiros do Rio Bonito: estudo sobre o caipira paulista e a transformação dos seus meios de vida. José Olympio, 1964 [tese de doutoramento].
  • Ficção e confissão: estudo sobre a obra de Graciliano Ramos. José Olympio, 1956.
  • Formação da literatura brasileira: momentos decisivos. Livraria Martins Editora, 1959 [dois volumes].
  • O observador literário. Conselho Estadual de Cultura, 1959.
  • Tese e antítese: ensaios. Companhia Editora Nacional, 1964.
  • Literatura e sociedade: estudos de teoria e história literária. Companhia Editora Nacional, 1965.
  • Vários escritos. Duas Cidades, 1970.
  • Teresina etc. Paz e Terra, 1980.
  • Na sala de aula: caderno de análise literária. Ática, 1985.
  • A educação pela noite e outros ensaios. Ática, 1987.
  • O estudo analítico do poema. FFLCH-USP, [1987?]
  • Recortes. Companhia das Letras, 1993.
  • O discurso e a cidade. Duas Cidades, 1993.
  • Lembrando Florestan Fernandes. Fundação Perseu Abramo, 2001.
  • Iniciação à literatura brasileira (Resumo para principiantes). Humanitas, 1997.
  • O Romantismo no Brasil. Humanitas, 2002.
  • Um funcionário da Monarquia: ensaio sobre o segundo escalão. Ouro sobre Azul, 2002.
  • A personagem de ficção. Perspectiva, 1968 [em coautoria].
  • Presença da literatura brasileira: história e antologia. Difel, 1964 [três volumes]- [em coautoria].
  • Política cultural. Mercado Aberto/ Fundação Wilson Pinheiro, 1984 [em coautoria].
  • USP: 1968-1969. Hélio Lourenço de Oliveira. Edusp, 1995 [em coautoria].
  • Antonio Candido: Remate de Males [número especial]. Unicamp, 1999 [antologia].
  • Textos de intervenção. Duas Cidades/ Editora 34, 2002 [antologia].

 

Profª Gilda Rocha de Mello e Souza

Perfil acadêmico 

Nascida em São Paulo, em 24 de março de 1919, com o nome de Gilda de Moraes Rocha, foi criada em Araraquara, no interior do Estado. Foi uma das primeiras mulheres a estudar na Faculdade de Filosofia da USP, na qual ingressou em 1937 e se graduou como bacharel em 1940. Integrou-se à equipe de intelectuais que, entre 1941 e 1944, produziu a revista Clima e que exerceu importante papel na vida cultural do país.

Em 1942 foi nomeada assistente da cadeira de Sociologia I, então dirigida por Roger Bastide. Sob a orientação desse professor, defendeu – em 1950 – a tese de doutorado, que denominou A Moda no Século XIX e que, dois anos depois, seria publicada na Revista do Museu Paulista

Em 1954, a convite de João Cruz Costa (1904-1978), transferiu-se para o Departamento de Filosofia, incumbindo-se da área de Estética. Foi fundadora dessa cadeira, na qual lecionou até a aposentadoria, em 1973. 

Entre 1969 e 1972, durante a ditadura militar, exerceu a chefia do departamento em questão, período em que criou a revista Discurso, veiculada até hoje.

Em 1943 casou-se com Antonio Candido de Mello e Souza, que conhecera na Faculdade de Filosofia da USP e pertencia à equipe de Clima. Dessa união, que perdurou por mais de 60 anos, nasceram três filhas: Ana Luisa Escorel, Laura de Mello e Souza e Marina de Mello e Souza. 

Ensaísta, crítica de arte e eminente pesquisadora na área de Estética e Filosofia da Arte, recebeu o título de professora emérita da FFLCH-USP em maio de 1999. Faleceu em 25 de dezembro de 2005.

Entre as obras de sua autoria, citam-se: A Palavra Afiada (2014), O Tupi e o Alaúde: uma Interpretação de Macunaíma (1979), Exercícios de Leitura (1980), O Espírito das Roupas: a Moda no Século XIX (1987) e A Ideia e o Figurado (2005).

Fontes: Departamento de Filosofia - USP. CNPq - Memória/ Pioneiras. Agência Fapesp (vide referências).

 

Ana Luisa Escorel

Perfil profissional

Formada pela Escola Superior de Desenho Industrial, no Rio de Janeiro, atua como designer gráfica desde 1970 e é autora dos livros Brochura Brasileira: Objeto sem Projeto (1974) e O Efeito Multiplicador do Design (1999), ambos voltados para a área em questão. Fundou a editora Ouro sobre Azul, que vem publicando, entre outras, a obras de Antonio Candido. Tendo incursionado pelo terreno da literatura, escreveu O pai, a mãe e a filha (memórias), de 2010; Anel de vidro (2013), que em 2014 recebeu o Prêmio São Paulo de Literatura, concedido pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo ao melhor romance do ano; e De tudo um pouco (crônicas), de 2016. Além de distinções específicas de sua área profissional de origem, recebeu em 2015 o Prêmio Jabuti de projeto gráfico, concedido pela Câmara Brasileira do Livro à obra Livro dos Ex-Libris. 

 

Profª Laura de Mello e Souza

Perfil acadêmico

Obteve os títulos de doutora em História Social e livre-docente em História Moderna pela USP. Desde 1983 foi docente do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, aposentando-se em 2014 como professora titular de História Moderna. Nesse mesmo ano, assumiu a cátedra de História do Brasil na Universidade de Paris IV- Sorbonne (França). Foi professora-visitante de universidades europeias e norte-americanas. Entre as linhas de pesquisa que desenvolveu, incluem-se a história de Minas Gerais no século XVIII e os estudos culturais e sociopolíticos do império português nos séculos XVI-XVIII. É membro da Academia Brasileira de Ciências, figurando como autora de importantes obras da historiografia nacional, tais como: Desclassificados do Ouro: a Pobreza Mineira no Século XVIII, O Diabo e a Terra de Santa Cruz: Feitiçaria e Religiosidade Popular no Brasil Colonial, Opulência e Miséria das Minas Gerais, O Sol e a Sombra: Política e Administração na América Portuguesa do Século XVIII e Cláudio Manuel da Costa: o Letrado Dividido. Dentre as várias distinções que lhe foram conferidas, destacam-se o Prêmio Casa-Grande e Senzala, da Fundação Joaquim Nabuco (1994); o Prêmio Jabuti (edições de 1998, 2007 e 2012), da Câmara Brasileira do Livro; a Comenda da Ordem Nacional do Mérito Científico, da Presidência da República (2002); e o Prêmio da Academia Brasileira de Letras (2007). 

 

Profª Marina de Mello e Souza

Perfil acadêmico

Doutorou-se em História Social pela Universidade Federal Fluminense e, em 2001, ingressou como docente do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. Por essa mesma instituição obteve o título de livre-docente em História da África (séculos XVI-XIX). Dedica-se à pesquisa da história da África, escravidão e cultura afro-brasileira – entre outras vertentes conexas –, paralelamente aos temas da cultura popular, folclore e artesanato. Publicou artigos em periódicos especializados e é autora das obras África e Brasil Africano, Paraty: a Cidade e as Festas e Reis Negros no Brasil Escravista: História da Festa de Coroação de Rei Congo. Entre as distinções que recebeu, destaca-se o Prêmio Jabuti (edição de 2007), concedido pela Câmara Brasileira do Livro à obra África e Brasil Africano, na categoria de livro didático e paradidático.

 

REFERÊNCIAS

ANTUNES, Camila Almeida Vaz. Os anos de aprendizagem de Antonio Candido (1930-1940). In: SEMINÁRIO NACIONAL DO CENTRO DE MEMÓRIA - UNICAMP, 8., 2016, Campinas. Programa e resumos. Campinas: Unicamp, 2016. p. 140.

AGUIAR, Flávio (Org.). Antonio Candido: pensamento e militância. São Paulo: Fundação Perseu Abramo; Humanitas/ FFLCH-USP, 1999.

ARANTES, José Tadeu. Livro resgata entrevistas, cartas e ensaios de Gilda de Mello e Souza. Agência Fapesp, 23 abr. 2014. Disponível em: <http://agencia.fapesp.br/livro_resgata_entrevistas_cartas_e_ensaios_de_gilda_de_mello_e_souza/18962/>. Acesso em: 5 set. 2017.

BRASIL, Ubiratan; SOBOTA, Guilherme. Morre Antonio Candido aos 98 anos. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 12 maio 2017. Disponível em: <http://cultura.estadao.com.br/noticias/literatura,morre-antonio-candido-aos-98-anos,70001776504>. Acesso em: 2 out. 2017.

CANDIDO, Antonio. Teresina etc. 3. ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2007.

______. Vários escritos. 4. ed. reorganizada pelo autor. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul; São Paulo: Duas Cidades, 2004.

______. Literatura e sociedade: estudos de teoria e história literária. 3. ed. revista. São Paulo: Cia. Editora Nacional, 1973.

______. Formação da literatura brasileira: momentos decisivos (1750 – 1880). 10. ed. revista pelo autor. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2006.

______. O discurso e a cidade. 5. ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2015.

______. A educação pela noite. 6. ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2011.

______. O método crítico de Sílvio Romero. 4. ed. revista pelo autor. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2006.

______. Tese e antítese. 6. ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2012.

CARIELLO, Rafael. Antonio Candido relança clássico e defende rigor do pensamento. Folha de S. Paulo, São Paulo, 9 nov. 2006. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u65898.shtml>. Acesso em: 26 set. 2017.

CARVALHO, José Murilo de. Cidadania no Brasil: o longo caminho. 7. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2005.

DANTAS, Vinicius. Bibliografia de Antonio Candido. 1. ed. São Paulo: Duas Cidades; Ed. 34, 2002. Coleção Espírito Crítico.

ESCOREL, Ana Luisa. Antonio Candido e a menina. Revista Piauí, São Paulo, ed. 20, maio 2008. Disponível em: <http://piaui.folha.uol.com.br/materia/antonio-candido-e-a-menina/>. Acesso em: 23 ago. 2017.

______. O pai, a mãe e a filha. 2. ed. revista. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2012.

FISHER, Luís Antonio. Limites do esquema crítico de um pioneiro. Folha de S. Paulo, São Paulo, 21 maio 2017. Ilustríssima, p. 4-5.

GILDA Rocha de Mello e Souza (1919-2005). Portal CNPq. Disponível em: <http://memoria.cnpq.br/web/guest/pioneiras-view/-/journal_content/56_INSTANCE_a6MO/10157/1144224>. Acesso em: 2 nov. 2017.

JACKSON, Luiz; PINHEIRO FILHO, Fernando; SORÁ, Gustavo. Entrevista com Davi Arrigucci Jr. Tempo Social: Revista de Sociologia da USP, São Paulo, v. 23, n. 2, p. 163-188, nov. 2011. Disponível em:<http://www.scielo.br/pdf/ts/v23n2/v23n2a07.pdf>. Acesso em: 6 set. 2017.

MAMMI, Antonio. Socialista democrático, Candido participou da fundação do PT. Folha de S. Paulo, São Paulo, 13 maio 2017. Ilustrada, p. C5.

MOURA, Flávio. Refinamento de sua vida e obra anda em falta no debate político e intelectual. Folha de S. Paulo, São Paulo, 13 maio 2017. Ilustrada, p. C4-C5.

PONTES, Heloisa. Entrevista com Antonio Candido. Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, v. 16, n. 47, p. 5-30, out. 2001. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rbcsoc/v16n47/7717.pdf>. Acesso em: 15 ago. 2017.

RAMASSOTE, Rodrigo Martins. Antonio Candido em Assis e depois. Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, n. 50, p. 103-128, mar. 2010. Disponível em: <http://www.revistas.usp.br/rieb/article/view/34651/37389>. Acesso em: 16 out. 2017.

______. Inquietudes da crítica literária militante de Antonio Candido. Tempo Social: Revista de Sociologia da USP, São Paulo, v. 23, n. 2, p. 41-70, nov. 2011. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/ts/v23n2/v23n2a03.pdf>. Acesso em: 4 set. 2017.

RENZI, José Pedro. Um terceiro partido nos caminhos da liberdade: socialistas brasileiros na redemocratização em 1945. 1994. 174 f. Dissertação (Mestrado em História) – Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Estadual de Campinas, Campinas (SP). Disponível em: <http://repositorio.unicamp.br/jspui/bitstream/REPOSIP/281435/1/Renzi_JosePedro_M.pdf>. Acesso em: 16 ago. 2017.

RIZZO, Sérgio. Antonio Candido (1918 - 2017). Folha de S. Paulo, São Paulo, 13 maio 2017. Ilustrada, p. C4-C5.

SÁ, Nelson de. Dos 24 aos 26 anos, 96 colunas publicadas na Folha da Manhã formaram o crítico. Folha de S. Paulo, São Paulo, 13 maio 2017. Ilustrada, p. C6.

PINTO, Manuel da Costa. A vocação crítica de Antonio Candido. Revista Cult, São Paulo, 11 mar. 2010. Disponível em: <https://revistacult.uol.com.br/home/vocacao-critica-de-antonio-candido/>. Acesso em: 3 out. 2017.