Unifesp tem sua primeira tese defendida, formalmente, em regime de co-tutela

No mês de abril, a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) teve sua primeira tese de doutorado defendida, formalmente, em sistema de co-tutela junto à outra universidade estrangeira, pelo psicólogo e bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), José Eduardo Marques Carneiro da Silva.

O estudo foi realizado na disciplina de Neurociência do Departamento de Neurologia e Neurocirurgia da Escola Paulista de Medicina (EPM/Unifesp) e no Laboratório de Neurociências Cognitiva et Adaptativa (LNCA) da Universidade de Estrasburgo (Unistra), França. O trabalho também teve o apoio financeiro, no Brasil, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e do Instituto Nacional de Neurociência Translacional (INNT), além do Colégio Doutoral da Unistra.

A tese, intitulada “Aplicação do carisbamato como agente neuroprotetor e modificador da epileptogênese no modelo do lítio-pilocarpina: avaliação da expressão protéica e das alterações neuroquímicas cerebrais”, teve a orientação dos professores doutores Maria José da Silva Fernandes, pela Unifesp, e Jean-Chistophe Cassel e Astrid Nehlig, pela Universidade de Estrasburgo.

A tese em regime co-tutela é uma modalidade que permite ao estudante de doutorado ter a cooperação acadêmica compartilhada entre duas universidades, na forma de convênio específico, e sob a responsabilidade de dois orientadores (um da universidade brasileira e outro da estrangeira).

O aluno que ingressa nesse regime deve cumprir ao menos um ano de permanência na universidade estrangeira e a tese é defendida uma única vez, em uma das universidades, com diploma registrado nos dois países ou, então, emitido pelas duas instituições.

Atualmente, a Unifesp está com outras três teses de doutorado em andamento sob esse regime, com previsão para serem defendidas em 2016 junto às universidades Paris Nanterre La Défense (Paris, França), Universidade de Sherbrooke (Quebec, Canadá) e Universidade de Groningen (Holanda).

 

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