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Sexta, 29 Julho 2022 09:40

Estudo indica que uso excessivo de mídia interativa pouco antes de dormir pode interferir na qualidade do sono

Pesquisa revela que 65% dos brasileiros dormem mal; cerca de 20% desse público tem como preditor de má qualidade de sono a percepção do uso exagerado desse tipo de mídia

Mulher oriental olhando para o celular deitada na cama; ambiente está escuro
(Imagem ilustrativa)

Você considera que seu sono está em dia e tem qualidade? Um estudo realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) revelou que, para 65% dos(as) brasileiros(as), a resposta a essa questão é negativa. A pesquisa, divulgada recentemente no periódico científico Sleep Epidemiology, mostrou também que, para 20% desse público, o vilão é o uso excessivo de mídias interativas, ou seja, aquelas que provocam algum tipo de interação com o(a) usuário(a), pouco antes de ir para a cama.

Para avaliar a qualidade do sono e os preditores independentes de má qualidade do sono na população brasileira, os(as) pesquisadores(as) disponibilizaram um questionário online para 2.635 pessoas adultas de todas as cinco regiões do país, com variáveis como idade, sexo, escolaridade, existência de companheiro ou colega de quarto, insônia autorreferida e uso de mídia interativa, como o smartphone.

“Embora a Classificação Internacional de Distúrbio do Sono já categorize e traga de maneira bem definida as doenças relacionadas, a má qualidade do sono permanece com um construto inespecífico, que não se enquadra nas categorizações dessa classificação, apesar de sua relevância epidemiológica e clínica e de estar associada a comorbidades metabólicas, cognitivas e até mesmo cardiovasculares, o que nos motivou a realizar a pesquisa em busca de maior entendimento sobre o sono do brasileiro e também o que o faz ter um sono ruim”, destaca Dalva Poyares, professora do Departamento de Pscobiologia da Unifesp e uma das autoras da pesquisa.

Achados

Após serem definidos por métodos variados – convite, campanhas de recrutamento ou organicamente – justamente para reduzir riscos de predominância de perfis específicos, os(as) participantes responderam a 19 questões de autoavaliação, categorizadas em sete componentes: qualidade subjetiva do sono, latência do sono, duração do sono, eficiência habitual do sono, distúrbios do sono, uso de medicação para dormir e disfunção diurna. Uma pontuação foi elaborada para cada um desses componentes de forma que a somatória dos valores indicava a qualidade do sono.

No geral, 65,5% dos(as) brasileiros(as) apresentaram má qualidade de sono. Nesta grande amostra, foi constatado que o uso de mídia interativa foi significativamente associado à dificuldade para dormir/insônia, sendo um dos preditores de uma noite mal dormida.

Para Poyares, “esse achado concorda com relatos anteriores da literatura que mostram que o excesso de tempo gasto online é um forte fator relacionado ao sono ruim”.

O estudo também revelou que entrevistadas do sexo feminino tiveram 7% mais chances de terem uma má qualidade de sono e que participantes com idade inferior a 55 anos tiveram mais chance de dormir mal em comparação com o grupo formado por pessoas com idade superior a 55 anos. A questão geográfica também revelou diferenças. Morar nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste aumenta a chance de ter um sono ruim em relação a viver na região Norte. Os(as) participantes com insônia autorrelatada tiveram 41% maiores chances de dormir mal.

Por fim, a pesquisa mostrou um outro dado: participantes que tinham companheiro(a) no mesmo quarto, mas dormiam em outra cama e os(as) participantes que tinham companheiro(a) ou colega dormindo em outro quarto tiveram maior chance de dormir mal em relação aos(às) participantes que não tinham companheiro(a) ou companheiro(a) de quarto e aos(às) participantes que tinham companheiro(a) no mesmo quarto e dormiam na mesma cama, o que, para a pesquisadora, pode indicar que “dormir junto deve ter algum fator protetor, como confiança, que contribui para um sono melhor”.

Independentemente do estado civil, idade, gênero ou região de residência, a professora da Unifesp alerta que “cada pessoa leve a sério e cuide bem de seu sono, uma vez que ele funciona como uma espécie de reparador do organismo, preparando corpo e mente para o dia seguinte”, finaliza.

 

Lido 1520 vezes Última modificação em Segunda, 17 Outubro 2022 11:12

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