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Quinta, 18 Agosto 2022 12:56

Residência Médica da Unifesp: pioneirismo e ensino em prol da saúde

Só nos últimos 20 anos, o programa já formou mais de 11 mil médicos(as)

Por Paula Garcia

Em 1939, a Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM/Unifesp) se tornou uma das pioneiras na implantação de Programas de Residência Médica no Brasil, seguindo o exemplo do que estava sendo desenvolvido pelos Estados Unidos, no começo do século. Sua regulamentação, entretanto, só passou a ser criada em 1977, pela Comissão Nacional de Residência Médica, com normas de credenciamento uniformes para todo o território nacional.

A Residência Médica constitui modalidade de ensino de pós-graduação, destinada a médicos, sob a forma de cursos de especialização lato sensu organizados em Programas de Residência, caracterizada por treinamento em serviço sob a orientação de profissionais médicos de elevada qualificação ética e profissional, de acordo com a Lei n.º 6.932, de 07 de julho de 1981, denominados preceptores.

Diego preceptor
Diego é médico preceptor dos(as) estudantes da Residência Médica no HSP/HU Unifesp

Os residentes são treinados e permanecem sob supervisão de corpo acadêmico docente e técnico altamente qualificado e capacitado, reconhecido internacionalmente, é o que relata o médico preceptor do Hospital São Paulo (HSP/HU Unifesp), Diego Adão Fanti Silva: “Para que a atuação do residente junto ao paciente não tenha nenhum tipo prejuízo, que tanto o residente possa aprender e desenvolver aquelas habilidades, quanto o paciente possa se beneficiar, precisa ter um intermediário que fale com o paciente a linguagem da assistência, garantindo que o melhor cuidado vai chegar para esse paciente, e precisa com o residente falar a linguagem da academia, para transformar aquela assistência em educação”.

A Residência Médica oferece pagamento de bolsa mensal pelo Ministério da Educação (MEC), conferindo ao médico(a) um título de especialista.

O Hospital Escola da Unifesp

O Hospital São Paulo é o Hospital Universitário da Escola Paulista de Medicina (EPM/Unifesp). Pela sua alta complexidade, o médico residente em formação tem a oportunidade de vivenciar tanto situações médicas mais prevalentes, como, também, as raras e desafiadoras.

Alysson ortopedista
Especialista em ortopedia, Alysson é médico residente egresso da Unifesp

"Ter um ambiente para que nós possamos de fato aplicar a medicina, com todo um suporte de um hospital escola, com supervisores, com os nossos mestres, professores, isso com certeza vai nos dar mais embasamento, mais confiança, mais tranquilidade, para que a gente possa exercer a nossa profissão", afirma o médico ortopedista Alysson Ferreira Batista, egresso da residência médica da Unifesp.

Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Gabriela Godinho de Oliveira está no terceiro e último ano de especialização em Cirurgia Geral, e conta que optou por fazer residência em um programa da Unifesp pela referência na área médica. “Apesar de Minas Gerais ser um grande centro, ter estrutura, aqui a gente sabe que São Paulo ainda é uma referência nacional, e até a nível global. As atualizações chegam primeiro aqui, os investimentos, e isso influencia muito na área de pesquisa, de ensino e na área médica. Então a EPM/Unifesp para mim seria uma oportunidade muito grande de enriquecimento da minha formação, e ter o privilégio de estar num centro desse, que a gente recebe pacientes referenciados, muitas vezes, do Brasil todo, a parte da educação continuada, isso tudo faz o serviço ser de uma grande excelência que poucos lugares teriam pra oferecer igual”.

Gabriela residente
A mineira Gabriela escolheu a residência medica da Unifesp pela referência no ensino

O programa contempla praticamente todas as especialidades médicas no seu corpo clínico, e o residente tem sua formação ampliada através das discussões acadêmicas rotineiras que envolvem o tratamento multiprofissional do paciente.

"É preciso que em uma de suas etapas [da formação] o médico saia da sala de aula, saia do laboratório, saia da experimentação, que são essenciais, e possa aplicar aquele conhecimento aprendido nesse cenário, na pratica, porque ele avança um degrau. Além de reforçar aqueles conhecimentos ele começa a depreender conhecimentos empíricos que não se dão de outra forma”, explica Silva.

Profissionais e números

Dados a partir do ano de 2000 mostram que a residência médica da Unifesp já formou 11.674 médicos(as) e hoje conta com 100 programas credenciados, de acordo com os avanços da medicina e as necessidades da sociedade, sempre procurando o aprimoramento e modernização constantes. No último edital (2021/2022) foram ofertadas 576 vagas, participando do processo seletivo 5.589 candidatos(as) de todos os estados brasileiros, além de 33 estrangeiros(as).

Na EPM/Unifesp os programas são coordenados pela Comissão de Residência Médica (Coreme), que está subordinada a Congregação da Escola Paulista de Medicina, tendo como atual coordenador Fabio Veiga de Castro Sparapani, docente da Disciplina de Neurocirurgia, e como vice coordenador Nelson Americo Hossne Junior, docente da Disciplina de Cirurgia Cardiovascular.

Outras informações estão disponíveis no site.

Fotos: Alex Reipert

Assista também à nossa série de vídeos: HSP - hospital-escola da Unifesp, no YouTube, clicando aqui.

 

Lido 917 vezes Última modificação em Terça, 13 Setembro 2022 13:25

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