Terça, 05 Outubro 2021 08:43

Órgão complementar da Unifesp, Centro Cochrane do Brasil completa 25 anos

Ligado à ProPGPq, centro atua na capacitação na área de metodologia baseada em evidências

O Centro Cochrane do Brasil, órgão complementar da Unifesp desde novembro de 2020, aprovado pela Resolução 191 do Conselho Universitário (Consu) com o nome de Centro de Gestão do Conhecimento e Desenvolvimento em Metodologias Baseadas em Evidências da Unifesp, completa 25 anos em 2021. O centro atua nas áreas de saúde e de metodologia baseada em evidências, auxiliando docentes, pesquisadores(as) e alunos(as) de graduação e pós-graduação.

Inaugurado em 1996, a partir da Escola Paulista de Medicina (EPM/Unifesp), o local realiza revisões sistemáticas, pesquisa clínica e avaliações de tecnologias em saúde, promove workshops de revisão sistemática e metodologia de pesquisa, além de realizar consultorias científicas, com incidência em políticas públicas, destacando-se na produção científica em parcerias com núcleos acadêmicos, propiciando ao país cerca de 600 de publicações internacionais.

“O centro tem uma grande importância na capacitação dos(as) nossos(as) alunos(as) de graduação e pós-graduação, por meio da disciplina de Medicina Baseada em Evidências e do Programa de Pós-Graduação em Saúde Baseada em Evidências, bem como no apoio a docentes e pesquisadores a realizarem, baseado no método Cochrane de Metodologia Baseada em Evidências, análises críticas da literatura científica, revisões sistemáticas e reanálises, o que contribui para qualidade de ensino e pesquisa na Unifesp”, comenta a pró-reitora de Pós-Graduação, Lia Bittencourt.

O fundador e atual diretor do Centro Cochrane do Brasil, Álvaro Atallah, explica que, desde a sua criação, o centro vem colaborando com diversas instituições públicas e privadas, dentre as quais destacou o Ministério da Saúde, a Universidade Estadual Paulista (Unesp) e o Hospital Sírio Libanês. “Já oferecemos cursos na área de metodologia baseada em evidências a profissionais de outras áreas, como jornalistas e advogados e as ações desenvolvidas pelo centro colaboram também com a economia e eficiência na utilização de recursos e nas políticas públicas de saúde, com o desafio de formar núcleos e uma rede colaborativa, tendo como ponto comum a ciência e a cultura da evidência”, comenta. Na área do desenvolvimento científico, o diretor aponta que o centro desenvolveu, ao longo de sua história, cerca de 600 publicações e, mais recentemente, cerca de 30 trabalhos na área da covid-19. Atallah pontua ainda, que a divulgação científica precisa ser democratizada. "Se a ciência não entrar na cultura da população, ficaremos eternamente como Sísifo, empurrando uma pedra morro acima, que sempre vai cair”, conclui.

Lido 329 vezes Última modificação em Sexta, 15 Outubro 2021 11:50

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