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Quinta, 21 Janeiro 2021 10:40

ICT/Unifesp desenvolve protótipo utilizado em operações de resgate com cães

Acoplada a um colete canino, tecnologia permite detectar a geolocalização do animal e monitorar sinais de estresse

Por José Luiz Guerra

Um projeto de mestrado profissional do Instituto de Ciência e Tecnologia da Universidade Federal de São Paulo (ICT/Unifesp) - Campus São José dos Campos desenvolveu um protótipo de dispositivo vestível capaz de aumentar a segurança e o desempenho de cães que participam de operações de resgate. O responsável pelo trabalho foi Marcello Scarpel Contini, aluno do Programa de Pós-Graduação em Inovação Tecnológica (PPGPIT), sob orientação do docente Luiz Eduardo Galvão Martins.

Intitulado Monitoring system and electronic support for dogs in rescue operations, o projeto foi desenvolvido em conjunto com a Fatec de São José dos Campos, representada pela docente do curso de Logística Vera Lúcia Monteiro, originando o protótipo original que provou o conceito utilizado na versão final, além de ter sua tecnologia testada e aprovada pela cadela Hope da unidade do Corpo de Bombeiros no Ipiranga, zona Sul da Capital, e doado para a instituição, conforme reportado pelo Portal do Governo do Estado de São Paulo.

Projeto original usado para testar o funcionamento do conceito (Crédito: Arquivo pessoal)
Projeto original usado para testar o funcionamento do conceito (Crédito: Arquivo pessoal)

O objetivo do projeto foi criar um dispositivo que pudesse ser implantado em um colete canino e que permitisse a detecção, geolocalização e comunicação com o cão, permitindo monitorar o estado de saúde do animal e aumentar sua eficiência nas operações de resgate. "Esses módulos foram testados em laboratórios para pesquisar os parâmetros de configuração mais adequados. Após essas pesquisas, desenvolvemos um hardware e software para a integração desses módulos comerciais e desenvolvemos dispositivos para o uso dos módulos no próprio colete, equipados com câmera e sensores, para que o treinador possa identificar os sinais de estresse do animal por meio de medidas biométricas, sensores como eletrocardiograma (ECG) e temperatura corporal, permitindo o envio de comandos para o cão. O colete foi anexado ao cão na segunda fase deste projeto", explica Contini. O sistema conta ainda com um GPS que envia dados de localização e sensores digitais de gás (gás combustível e monóxido de carbono) que enviam sinais de perigo de uma certa concentração deles.

O pesquisador explica também que, para o design do equipamento foi realizado um levantamento bibliográfico, para detectar o que era mais eficiente e moderno em termos de módulos comerciais disponíveis no mercado, que apresentam desempenho adequado aos objetivos do projeto.

Lido 1691 vezes Última modificação em Segunda, 07 Junho 2021 10:46

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