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Terça, 07 Junho 2022 16:32

Docente destaca benefícios da prática esportiva em espaços públicos

Retomada do ritmo em tempos de covid ao ar livre ainda é desafiadora, mas aliada importante da imunidade

Por Valquíria Carnaúba

Imagem ilustrativa freepik corrida portal

O retorno e a manutenção das práticas esportivas no pós-pandemia ainda deveriam estar na sua lista de preocupações para 2022. Afinal, com a aproximação do inverno, as doenças típicas da época começam a incomodar boa parcela das populações infantil e adulta. Como a relação entre práticas esportivas e imunidade já foi mais que comprovada, é uma boa hora para continuar ou (re)começar – mesmo que aos poucos.

Para quem pretende cuidar da saúde gastando pouco ou nada, os centros esportivos municipais ainda são excelentes saídas para cuidar da saúde. Em São Paulo, essas estruturas públicas ofertam, para todas as idades, mais de 300 atividades de esportes e lazer para a população, como natação, ginástica, futebol e tênis.

Porém, há cuidados a serem tomados antes que esse retorno aconteça. Conforme lembra Ronaldo Thomatieli dos Santos, professor do curso de educação física do Campus Baixada Santista, mesmo quem era fisicamente ativo antes da pandemia deve ter cautela e retornar progressivamente aos treinamentos.

"Não temos mais a condição física de dois anos atrás, primeiro por que envelhecemos dois anos, e depois por que passamos algum tempo sem treinar. É importante respeitar a memória fisiológica individual”, alerta. Santos menciona, inclusive, as questões de saúde que se tornaram mais recorrentes com a pandemia, como lombalgias e atrofias musculares, o que justifica essa retomada mais lenta.

Mas, afinal, por que os centros esportivos, as praças e os parques públicos seriam mais adequados para a prática diária de atividades físicas? Veja três pontos a considerar:

1) Custo: o preço da mensalidade em academias comerciais pode variar de R$ 69,90 até R$ 2.000,00. Em uma das academias consultadas, são ofertados planos especiais que dão direito a aulas de crossfit, bike spinning, dança e natação. Contudo, não saem por menos de R$ 600,00 por mês.

2) Apropriação social dos espaços públicos: somente o município de São Paulo conta com 46 centros esportivos, distribuídos entre as regiões central, sul, norte, leste e oeste. Mas, com a expansão das modalidades de ocupação de áreas públicas – privatizações, bolsões residenciais, loteamentos em condomínio e o fechamento de ruas de antigos bairros –, esses espaços ficam a cada dia mais restritos. O lazer também é um direito assegurado pela Constituição, mas se não for reivindicado, é grande o risco desses locais serem entregues à iniciativa privada.

3) Benefícios à saúde mental: em espaços abertos e centros esportivos, há mais contato com o meio ambiente, pássaros, grama, árvores, trazendo esse arejamento maior do que os exercícios feitos em ambientes fechados. "Academias são espaços fechados, com grande quantidade de pessoas e os riscos já conhecidos”, explica.

O docente lembra do impacto que ainda causa um dos eventos mais marcantes no município: a privatização do Estádio do Pacaembu, que ficará sob responsabilidade do Consórcio Patrimônio SP pelos próximos 35 anos. O Pacaembu oferecia, até o final de 2019, diversas atividades esportivas gratuitas à população, incluindo aulas de natação em piscina olímpica, aquecida durante o inverno, e aulas de futebol em ginásio poliesportivo coberto com capacidade para abrigar 2.500 espectadores. "São perdas para o esporte e para a prática de exercícios físicos. Essa ocupação dos espaços públicos é cada vez mais necessária", finaliza.

Lido 887 vezes Última modificação em Sexta, 08 Julho 2022 10:25

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