Nova composição do CEUS amplia interação da sociedade com a Unifesp

 
Conselho Estratégico Universidade-Sociedade terá, excepcionalmente, 65 membros para o mandato 2021-2023
 

O Conselho Estratégico Universidade-Sociedade (CEUS), órgão de caráter consultivo com a finalidade de assessorar o Conselho Universitário (Consu) e os demais conselhos centrais da Unifesp, teve a sua nova composição homologada pelo Consu, no dia 7 de abril, com o acolhimento das 65 inscrições para o mandato 2021-2023, excepcionalmente. Em atividade desde 2019, o órgão contava, até então, com 60 conselheiros(as). Dessa forma, o diálogo institucionalizado entre a universidade e a sociedade, em seus diversos segmentos, incluindo setores público e privado e o terceiro setor, será intensificado.

Como explica o pró-reitor de Planejamento, Pedro Arantes, essa alteração na composição do órgão ampliará as vozes de interlocução num momento desafiador como o atual. "O CEUS tem sido importante espaço de diálogo da Unifesp com a sociedade, nos mais diversos temas, permitindo troca de experiências e formulação de propostas. Ele formulou 25 objetivos estratégicos para a instituição, sendo que destes, oito foram aprovados pelo Consu e estão válidos para o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI 2021-2025)", exemplifica.

O CEUS auxilia na proposição e no debate de temas de interesse local, nacional e internacional que orientem as ações de ensino, pesquisa e extensão da Unifesp, bem como nos programas e ações acadêmicas e nas metodologias de ensino inovadoras, sempre alinhado com as necessidades da sociedade brasileira. No rol de atuação do conselho, também está a proposição de parcerias com movimentos sociais, órgãos de classe e entidades civis e de parcerias público-privadas para investimentos estratégicos da universidade, incluindo novas infraestruturas e áreas de pesquisa, entre outras.  

O que pensam os(as) conselheiros(as)

Dentre os membros do conselho, está Antônio Sergio Moreira Lima, da Associação dos Moradores e Amigos do Jardim Helian, localizado na zona leste de São Paulo, que se candidatou para participar do CEUS como forma de somar forças na luta para a melhoria do Campus Zona Leste da Unifesp. "Sei das dificuldades que existem atualmente, com o corte de verbas, mas esse campus é de uma importância muito grande para algumas comunidades, no que se refere à produção de conhecimento", relata.

Outra integrante do grupo é Natacha Gonçalves da Costa, diretora-executiva da Associação Cidade Escola Aprendiz, uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) criada há 23 anos na cidade de São Paulo. Segundo ela, "compor o CEUS tem a ver com a compreensão de que a universidade pública tem como missão fundamental se constituir como espaço de produção de conhecimento relevante para os desafios do país em todos os níveis. E, para a universidade poder realizar essa missão, ela precisa estabelecer uma relação de diálogo permanente e colaboração com a sociedade, a partir do compartilhamento dos debates, das produções e iniciativas da Unifesp com as redes das quais participamos".

Também em seu segundo mandato no CEUS, Evaniza Rodrigues é representante da União dos Movimentos de Moradia da Grande São Paulo e Interior no conselho. Militante do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra Leste 1, ela atua há mais de 30 anos na zona leste da cidade e entende como fundamental a aproximação da universidade com os movimentos populares organizados, especialmente, no que diz respeito à construção do pensamento crítico e do conhecimento que promova a redução das desigualdades. "Em tempos em que a universidade e a pesquisa têm sido tão atacadas, queremos, por meio dessa relação, fortalecer a defesa da universidade pública, gratuita, focada na pesquisa das questões que afetam a vida da maioria das pessoas", reforça.

A relação das entidades e seus respectivos representantes pode ser acessada aqui. A reunião de posse da nova composição será realizada na próxima quinta-feira, dia 15 de abril.