Docente da Unifesp integra iniciativa voluntária para produção de EPIs no atendimento ao Covid-19
Projeto Higia visa produzir 3 mil protetores faciais para Hospital São Paulo e Hospital Municipal de São José dos Campos
 

Em situações de epidemia, como a provocada pelo Covid-19 (corona virus), os fornecedores de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) podem ter dificuldade de suprir a alta demanda de hospitais - aumentando o risco de contaminação. Pensando nisso, o Women in 3D printing Brazil passou a desenvolver modelos de protetores faciais (face shield). Trata-se do projeto Higia, organizado por pesquisadoras da área de impressão 3D, oriundas de diferentes localizades, incluindo a docente do Instituto de Ciência e Tecnologia (ICT/Unifesp) - Campus São José dos Campos e coordenadora do Coordenadora do Programa Mao3D, Maria Elizete Kunkel. Para essa tarefa, o grupo abriu a possibilidade de atuação de alunos voluntários do gênero masculino.A meta é que sejam produzidos 750 protetores por semana a partir do momento que os recursos estiverem disponíveis, totalizando 3 mil protetores faciais para o Hospital São Paulo (HSP/HU/Unifesp) e o Hospital Municipal de São José dos Campos. De acordo com Kunkel, uma das principais conribuições para a materialização do projeto está vindo de uma grande loja do ramo de materiais de escritório, que fez uma doação das folhas de acetato.Cada protetor, produzido para ajudar os profissionais de saúde, é montado com uma haste para a cabeça (impressa em 3D, que pode ser esterilizada), uma folha de acetato transparente (esterilizável) e um elástico para fixação. Os modelos digitais (Stls) da haste são constantemente aprimorados pelas designers do grupo. Os modelos de haste estão sendo validados por especialistas em pneumologia e atendimento de emergência de hospitais do Brasil, e serão disponibilizados na internet para uma rede colaborativa formada por voluntários remotos - que farão a impressão da haste por impressão 3D e montarão localmente os protetores faciais.

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Modelo de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) que será produzido pelo projeto Higia. Imagem: Divulgação


Sobre o Mao3DIdealizado em 2015 por Maria Elizete Kunkel, professora de Engenharia Biomédica, que desde então coordena o programa, o Mao3D nasceu com foco na reabilitação de crianças. Seu modelo foi inspirado no trabalho desenvolvido pela ONG norte-americana E-Nable, que fabrica e disponibiliza próteses de mão feitas por impressão 3D, recuperando pacientes por todo o mundo. As peças são fabricadas de acordo com o tipo de amputação e fixadas ao braço com velcro, sem componentes eletrônicos, o que torna a produção barata e simples. "Doamos toda a matéria-prima do Mao 3D para o projeto Higia, o que equivale a aproximadamente 50Kg de filamentos. Além disso, todas as impressoras de que dispomos foram mobilizadas para essa tarefa", finaliza Kunkel.

Links para contribuir com o projeto

 


 
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